Apresentação

Museu da Música Brasileira

Exposição

Esta apresentação descreve alguns dos principais itens que estão em exposição separados por seção, na seqüência da visitação atual. As exposições pretendem abranger o que há de mais relevante na produção musical do tema em questão, no que diz respeito às principais canções, principais álbuns, principais cantores e compositores. O nosso acervo técnico ainda guarda uma enorme coleção que não se encontra em exposição permanente, incluindo discos de vinil, discos de 78 RPM, além de outro formatos de mídia.

LINHA DO TEMPO

A visita ao museu começa com a escultura da linha do tempo da música brasileira no século XX, onde são assinalados os anos de nascimento dos principais compositores e intérpretes (em caracteres cheios) ou anos de falecimento (em caracteres vazados), para contextualizar os nomes mais conhecidos, épocas de atuação, etc.

Os principais nomes da música brasileira em destaque nos seus anos de nascimento, ao   longo dos dois lances de escadas. De 1900 a 2000, ano a ano, os grandes artistas.

CAYMMI, INVENTOR DA BAHIA

Esta exposição, bastante completa, da obra do genial cantor e compositor baiano, pretende mostrar o diálogo do mesmo com o imaginário baiano, a mudança para o Rio de Janeiro, a influência na carreira de Carmen Miranda e a ida da mesma para Hollywood, o Caymmi como precursor da Bossa Nova e posteriormente como influência em toda música brasileira, os desdobramentos para além das fronteiras do Brasil, e também sua obra como artista plástico. 

Alguns itens em destaque nesta seção, aqui ilustrados, são: Pintura a óleo sobre eucatex; manuscrito sobre Ary Barroso onde fala sobre Carmen Miranda lhe contando sobre Ary falando sobre a criação de “Aquarela do Brasil”; o Programa original do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, de 1942, de “Joujoux et Balangandans”, espetáculo beneficente promovido pela primeira dama Darcy, esposa de Getúlio Vargas, para o qual Caymmi colabora com a canção “O Mar”; a coleção de todos os seus fonogramas, em diversos discos raros, com destaque para a mais abrangente discografia em discos de 78 RPM; ou o filme “Wild Pack”, produção norte-americana de 1971 baseada em “Capitães de Areia”, de Jorge Amado, na qual Dorival Caymmi também atua.

MÚSICA ERUDITA

Um tema de enorme abrangência, e neste caso, a nossa coleção traz uma gama muito ampla de compositores. Peças singulares, como uma enorme quantidade de partituras manuscritas por Henrique Oswald para as diversas partes de uma sua composição, ou a placa de bronze em homenagem a Carlos Gomes, cunhada em Paris por P. F. Berthoud em 1913. Além de uma extravagante coleção de diversas outras peças manuscritas originais, ou impressos autografadas, de compositores que vão de Villa-Lobos a Francisco Mignone, de virtuoses como Guiomar Novaes a Magda Tagliaferro. Também expomos o libreto da cena alegórica apresentada por Francisco Muniz Barreto (que curiosamente dá nome oficial da rua das Laranjeiras, onde estamos localizados) em homenagem ao Imperador Pedro II, apresentada em 1865 no Theatro Sao João, na praça Castro Alves, autografado pelo autor.

PINTURAS

Nesta pequena incursão às conexões de linguagens da música brasileira e as artes plásticas, nossa coleção traz peças como o belo e raro quadro de Monsueto, duas pinturas de João da Baiana, Heitor dos Prazeres e outros.

PRIMÓRDIOS

Começando o passeio mais abrangente pelo panorama da música brasileira, iniciamos com discos raros da Casa Edison, da qual apresentamos também um documento emitido pela mesma, por ser um marco do início da indústria fonográfica no Brasil, e outros itens do início do século passado, incluindo raras partituras do início do século XX. 

A ERA DO RÁDIO

Vindo ainda dos primórdios, com Catulo da Paixao Cearense, passando por Aurora Miranda e Vicente Celestino, chegamos à era do Rádio, onde o cancioneiro nacional ganhou vozes e interpretes de variados estilos, consolidando um traço único no mundo. Nesta seção trazemos alguns itens ligados às apresentações de Rádio, ao Teatro, a efervescência do Rio de Janeiro, então capital do Brasil. Diversas fotografias autografadas pelas rainhas do Rádio, os cantores de grande sucesso. 

ARY BARROSO, NOEL ROSA, PIXINGUINHA

A genialidade destes três compositores é visitada em detalhes e preciosos itens. Fotografias e partituras de Ary Barroso apresentam o compositor de “Na Baixa do Sapateiro”, que é o nome popular da rua que se encontra ao final desta ladeira onde estamos. De Noel Rosa, álbuns com três discos de sambas de Noel e capa com arte de Di Cavalcanti são o momento inicial de uma nova etapa do disco do Brasil, os primeiros a trazer capas ilustradas. E do genial Pixinguinha temos o orgulho de ter em nossa coleção algumas partituras manuscritas originais, bem como os extravagantes discos da “Velha Guarda”, grupo musical com o qual Pixinguinha excursionou pela Europa em 1955 e 1956, itens que em si já são uma raridade, ainda mais por estarem autografados por dez dos mais importantes nomes daquele grupo, incluindo o próprio Pixinguinha, Joao da Baiana, Bide, Almirante, Donga, etc.

BOSSA NOVA

A seção do gênero musical brasileiro que ganhou o mundo começa pela obra inaugural da mesma: o disco “Canção do Amor Demais” de Elizeth Cardoso produzido por Tom Jobim que traz Joao Gilberto ao violão fazendo a batida da bossa nova pela primeira vez. Através de itens como os três primeiros LPs de Joao Gilberto, cada um deles uma obra prima, do filme de Marcel Camus “Orfeu Negro” ou de textos originais de Vinicius de Moraes e autógrafos de vários grandes nome do gênero, nossa coleção passeia pela Bossa Nova.

CHORO

Visitando naturalmente compositores como Chiquinha Gonzaga e Zequinha de Abreu (cujo Tico-tico no Fubá é uma das músicas brasileiras mais conhecidas no exterior, e aqui aparece em partitura com desenho de Walt Disney para o filme do qual foi tema) através de partituras e discos de 78 RPM, abrigamos raridades como documento de venda de direitos autorais assinado por Ernesto Nazareth. 

INSTRUMENTAL

A musica instrumental dos mais diversos gêneros também é visitada, com destaque para o arranjo manuscrito de Moacir Santos para a canção “A Noite do Meu Bem”, de autoria de Dolores Duran, esboço de concerto manuscrito por Artur Moreira Lima e outros. 

SAMBA

O mais efusivo gênero de expressão nacional também está presente em raridades como diversos autógrafos de grandes nomes do samba, com ênfase no programa original do espetáculo “Rosa de Ouro”, autografado por Clementina de Jesus e Aracy Cortes, ou em pintura de Heitor dos Prazeres, também compositor, como na parceria com Noel Rosa, do samba “Pierrot Apaixonado”.

MPB

Aqui, um passeio panorâmico pelas grandes canções, grandes compositores, grandes interpretes, abrigados pela sigla da Música Popular Brasileira. Documentos ligados aos festivais, conexões da música com o futebol, os cantores mais populares, o grande universo da música brasileira como um todo.

TROPICÁLIA

A fusão das influencias globais com a busca dos temas regionais dão o colorido principal à Tropicália, que também buscou referencias estéticas visuais, dialogando com a vanguarda, também, das artes plásticas. Apresentamos itens raros e fundamentais para o entendimento do movimento que eclodiu no fim dos anos 60 no Sudeste do Brasil, mas que tinha como principais articuladores baianos como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé e Gal Costa. Trazemos um pouco desta linguagem visual, através da polêmica serigrafia de Helio Oiticica que foi pano de fundo de programa de TV do movimento que provocou ainda mais tensão em anos de chumbo, slogans que faziam parte dos discos-objeto, da época, ou da obra de Rubens Gerschman, que também influenciou a Tropicália.

ROCK, POP & SOUL

De Renato e seus Blue Caps, Roberto Carlos e Raul Seixas, passando por Tim Maia, do estouro da Blitz e sua linguagem urbana nos anos 80 pos-repressão, aqui representada em disco autografado por todos os seus integrantes, passando por Cazuza e Legião Urbana, chegando aos anos recentes, as influencias internacionais e as tendências modernas sempre dialogando com a nossa música.

MÚSICA DO NORDESTE

A música nordestina ganhou o Brasil em vários momentos e grandes nomes, mas destacam-se o genial Luiz Gonzaga, referência máxima, aqui representado em fotografia autografada, passando por Joao do Vale, ou pelo hino “Asa Branca”, em disco de 78 RPM. 

MÚSICA DA BAHIA

Procuramos aqui visitar a porção da música da Bahia que teve forte impacto na cena local, sem transcender as fronteiras despida de caráter regional (e tendo ou não transcendido estas fronteiras). Particularmente relevantes são a explosão do Samba-reggae nos anos 80, que contribuiu também com a dissolução de resíduos de preconceitos raciais, integrando ainda mais a identidade mestiça baiana. Seus momentos mais importantes estão aqui representados, através dos singles de Djalma Oliveira com participação de Margareth Menezes, de Gerônimo em “Eu sou Negão”, no Lazzo Matumbi de “Do Jeito que seu Nego Gosta”, ou de discos fundamentais do Olodum e Daniela Mercury.

DOCES BÁRBAROS

Alguns nomes da Bahia brilham intensamente no cenário nacional, e nesta seção olhamos particularmente para eles. Do disco inaugural de Caetano Veloso, Gilberto Gil ou Maria Bethânia, ou no rarísismo programa do show “Barra 69”, realizado no Teatro Castro Alves, em 20 e 21 de julho de 1969 (a primeira data coincidindo com o homem pisando na Lua), feito por Caetano e Gil, para levantar dinheiro, indo para o exílio, e autografado por toda a equipe do show, alem dos cantores, nossa coleção passeia por vários temas associados a estes quatro artistas da Bahia que há décadas agitam a cena cultural brasileira.

BIBLIOTECA

Aqui está exposta uma seleção de livros da nossa coleção que foram incorporados ao acervo do museu pela relevância dos mesmos para o tema. Esta seleção é composta por quatro temas: livros raros, publicações estrangeiras sobre música brasileira, livros autografados e obras de referência importantes que tratam de temas da música brasileira que fazem parte do nosso acervo.