Histórico

Em 2006, foi feita uma exposição em homenagem a Dorival Caymmi no salão de eventos da livraria midialouca, no Rio Vermelho. Através de discos, partituras, vídeos e pintura temática encomendada para a ocasião, pretendíamos celebrar a criação artística de um dos mais ilustres e geniais artistas baianos. A partir desta exposição teve inicio a expansão da coleção de objetos que compõem o acervo do museu. O próprio Dorival Caymmi recebeu da gente o cartaz da exposição, que está entre os seus pertences cuidadosamente guardados à época do seu falecimento, junto à fundação Tom Jobim, que fica no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. O cartaz da nossa primeira exposição está também incluído na iconografia de Caymmi que aparece no site da fundação que mantem o seu acervo em jobim.org, junto a outros poucos cartazes da vida de Caymmi.

Em 2007 conseguimos um espaço que pudesse abrigar a nossa coleção mais vasta e crescente no Terreiro de Jesus, no Centro Histórico. Após um breve período que serviu para inaugurarmos nossa coleção com o nome ja de Museu da Música Brasileira, fizemos uma parceria com o Governo do Estado através da Secretaria da Cultura/IPAC para ocuparmos o imóvel onde hoje estamos, com o acervo do museu, que continuava a crescer.

Em 2009 inauguramos o novo endereço do Museu, com exposição permanente das principais pecas da coleção, com equipamentos para audição de trechos de obras, duas salas de video, etc.

O museu é dividido em seções distribuídas em dois andares da casa que ocupa. Na escadaria do mesmo foi feita uma escultura de ferro, duas “espinhas de peixe”, que são uma linha do tempo da música brasileira, com os nomes dos principais artistas, dando uma noção do período de atuação de cada um deles.

No primeiro andar, uma vasta coleção de itens ligados a Dorival Caymmi, que alem de apresentar toda a obra do gênio baiano, incluindo uma vasta coleção de discos de 78 rotações com todos seus fonogramas iniciais, ainda tem manuscritos do compositor, pinturas e aquarelas, etc. Uma sala ao fundo abriga o acervo de música erudita.

Também faz parte do acervo uma pequena coleção de pinturas de autoria de artistas da música, além de Dorival Caymmi. Nelson Sargento, João da Baiana, Monsueto, Heitor dos Prazeres, entre outros compositores/cantores que também se lançaram nas artes visuais estão representados na coleção.

O passeio mais abrangente pela música brasileira como um todo inicia cronologicamente com documentos e discos raros da Casa Edison, que assinala o nascimento da indústria da música no país. Passando então pela era do rádio, chegamos a alguns nomes de destaque no cenário nacional, como Ary Barroso, Noel Rosa e Pixinguinha. O acervo também tem seções especificas voltadas para a Bossa Nova, o Samba, a música instrumental brasileira, o Choro, a MPB mais mainstream que se apoderou deste rótulo, a Tropicália, e seções especiais da música do Nordeste.

Em destaque também a música baiana, com uma seção que investiga a música local que não foi reabsorvida como MPB geral, de artistas de presença mais local, que em geral fizeram suas carreiras principalmente no estado da Bahia. E um destaque especial para os “Fab Four” baianos: os doces bárbaros Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethania e Gal Costa. A coleção também dispõe de um conjunto de livros raros que tem a música brasileira, principalmente baiana, como tema.

O museu funcionava de segunda a sábado das 9h00 às 18h00, até março de 2020, quando fechou suas portas por conta da pandemia do novo coronavirus.